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sábado, 23 de abril de 2011

Por que o bebê chora ao mamar: dor, fome, refluxo e outros problemas

Especialistas esclarecem os motivos pelos quais o bebê cai no choro na hora da amamentação



Por que o bebê chora ao mamar

Amamentar deve ser um momento único entre mãe e filho – calmo, repleto de carinhos e trocas de olhares. Eis que todo esse clima de harmonia é quebrado quando o bebê desata a chorar compulsivamente. A mãe, seja ela de primeira viagem ou não, fica aflita por não saber exatamente a causa de tanto sofrimento. E o que era para ser algo extremamente prazeroso termina com a dupla nervosa e muito barulho.

De acordo com o pediatra e gastroenterologista infantil Joaquim Carlos Soares D’Azevedo, “o choro, sobretudo na hora da mamada, é a maneira de o bebê dizer que algo não está como ele quer. Nem sempre é grave, mas precisa ser avaliado”. Nesses casos, os pais devem observar e pedir a ajuda do pediatra toda vez que se sentirem inseguros. “Ele é o profissional mais indicado para tirar as dúvidas”, diz Eduardo Carlos Tavares, neonatologista e professor adjunto do departamento de pediatria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Para ajudá-la nessa hora, listamos os principais motivos que levam a criança a abrir o berreiro no instante da amamentação.
 
 
1. Fome
É a grande campeã entre as causas e geralmente acontece devido a outro fator associado, como dor ou mamada incorreta. A criança se irrita por não conseguir mamar e chora pela frustração e pela fome propriamente dita. “Quanto mais tensa a mãe ficar, pior. Não adianta querer que ele mame se estiver chorando. O ideal é acalmá-lo primeiro e depois oferecer o peito”, aconselha José Claudionor da Silva Souza, neonatologista da maternidade Pro Matre Paulista.
 
 
 
2. Cólica
Esse é o bicho-papão dos três primeiros meses. Como a boca é uma imensa fonte de prazer para o bebê dessa idade, ele quer o peito para se saciar e também se acalmar. Muitas vezes, no entanto, quando o leite cai no estômago, vem mais dor. Causada por uma imaturidade do sistema nervoso e do digestivo, a cólica acalma quando o pequeno cresce um pouquinho. Enquanto isso, para amenizar os sintomas, os pais podem fazer massagens, colocar bolsa de água quente e, se o médico indicar, administrar remédios que aliviam as dores causadas pelos gases.
 
 
 
3. Dor
Uma das mais comuns é a dor de ouvido. O pediatra deverá examinar e instruir os pais sobre a necessidade de usar medicamentos. Se não for uma infecção grave, aqueça com ferro de passar roupa uma fraldinha de pano e coloque sobre a orelha da criança. Além disso, evite que gotas de água entrem no ouvido do bebê na hora do banho e nunca use o cotonete para retirar a cera, pois ele pode empurrá-la para o fundo e até perfurar o tímpano.
 
 
 
4. Má pega ou mau posicionamento na mamada
Se a criança não está abocanhando a aréola do seio de forma correta, a mamada não é eficaz. Provavelmente, ele não suga o que gostaria. “Corrija a postura e encoste a barriga dele com a sua. De barriga para cima, ele ficará cansado muito rápido e estará numa posição desconfortável”, ensina Priscila Cavalcanti, especialista em amamentação. “Quem mama de forma inadequada normalmente não dorme bem nem ganha peso”, constata José Claudionor da Silva Souza. Caso esteja insegura, procure grupos de apoio ou fale com um especialista em aleitamento materno.



5. Mama muito cheia e dura
Impossível mamar assim, por mais esforço que se faça. O segredo, nesse caso, é ordenhar o excesso de leite e fazer massagens para ajudar o pequeno. “Lembre-se de que o bebê tem a boca pequena. Com a mama mais vazia, fica bem mais fácil”, diz Priscila. Segundo o neonatologista da maternidade Pro Matre Paulista, é muito comum as pessoas falarem que o leite “empedrou”. A mãe pode sentir dores e até apresentar febre. Conchas de silicone amenizam o desconforto.



6. Reflexo de sugar fraco
Há crianças que se sentem mais cansadas do que outras após o parto e, apesar da fome, não conseguem mamar direito. “Embora muita gente ache o contrário, mamar não é algo intuitivo. Mãe e filho precisam aprender e se conhecer para detectar as preferências. A amamentação tem que ser aprendida e estimulada, não dependendo somente da habilidade da mulher e da sucção do pequeno, mas também do que essa mãe conhece sobre o ato e do seu desejo de amamentar”, explica Souza. Tenha paciência e persista!



7. Problemas no bico do seio
Entram nessa lista as fissuras nos mamilos e os chamados bicos invertidos ou planos. O ideal é, ainda na gestação, preparar o bico do seio, evitando passar cremes na região da aréola e expondo a região ao sol alguns minutos por dia. Se o problema já se instalou, existem pomadas à base de lanolina, muito usadas para cicatrizar as feridas. No caso dos mamilos invertidos, massagens e puxões feitos de maneira correta podem ajudar. Além disso, para ambos os casos, há conchas e protetores de seio de silicone. Convém ainda consultar um médico ou especialista em amamentação.
 
 
 
8. Refluxo
O problema dá as caras quando a mamada é acompanhada de choro, irritação, arrotos – muitas vezes tardios – e regurgitação. A causa é uma imaturidade do esfíncter, o músculo que liga o estômago ao esôfago. “O bebê sente ardor e chora porque o leite volta do esôfago com um gosto ácido”, explica D’Azevedo, gastroenterologista infantil. “Há casos de crianças que nem conseguem mamar e os pais pensam que é cólica ou dor de ouvido”, completa ele. Para amenizá-lo, o médico – a única pessoa com capacidade para fazer o diagnóstico – costuma recomendar medicamentos, mudanças posturais (como inclinar a cabeceira do berço) e também na dieta – que deve ser fracionada – e a adoção de leites espessados quando o paciente não mama mais no peito. “A doença do refluxo é assunto sério, pois pode lesionar a parede do estômago e causar complicações, como bronquites, infecções de ouvido, chiado no peito, perda de peso e pneumonia”, diz o especialista.

Se o seu filho parece muito inquieto para mamar e irritado após se alimentar, comente com o pediatra e discuta a possibilidade de ele ter a doença do refluxo. “Mesmo que os sintomas desapareçam, só o pediatra sabe a hora certa de cortar a medicação”, frisa D’Azevedo.
 
 
 
9. Mãe tensa ou estressada
Isso acontece quando a relação entre mãe e filho ainda não está totalmente estabelecida. Natural, afinal de contas, a família acaba de ganhar mais um integrante e os pais (sobretudo a mãe) podem se sentir inseguros ou ansiosos. “O bebê capta esse tipo de emoção e se expressa por meio do choro. A ordem é manter a calma”, decreta o pediatra José Claudionor da Silva Souza. “Mãe estressada tem a inibição do hormônio ocitocina, responsável pela ejeção do leite”, alerta Priscila. “Para mandar a tensão embora, vale tudo: ajuda de marido, família ou amigos, massagem relaxante, repouso, participação em um grupo de apoio à amamentação e, claro, uma boa conversa com o pediatra”, lista Eduardo Carlos Tavares, neonatologista e professor adjunto do departamento de pediatria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



10. Insuficiência ou diminuição da produção de leite
Também chamada de hipogalactia, acontece quando a produção de leite não atende às necessidades da criança. “A insuficiência é pouco comum, embora as mães, por insegurança, achem que acontece sempre”, frisa Eduardo Carlos Tavares, professor da UFMG. Já a diminuição pode acontecer por ansiedade ou quando a licença-maternidade termina. Ele aconselha a mamãe a procurar o obstetra, que irá avaliar a quantidade de leite que está sendo produzida. Há casos em que são usados medicamentos para corrigir o fluxo. Paralelamente, é indicado esvaziar sempre as mamas, fazer massagens e compressas de água morna no local, descansar e, sobretudo, deixar o bebê sugar, pois é ele quem irá estimular a produção.



11. Cheiro ou alimentação da mãe
Não se preocupe, pois não é nada pessoal. Seu filho não está rejeitando você. Ele pode estar apenas estranhando o cheiro do perfume ou desodorante que você passou a usar. Existem casos em que a recusa se dá por causa de mudanças na dieta: alimentos muito condimentados, por exemplo, passam o sabor para o leite. Durante essa fase, opte por desodorantes sem cheiro ou suaves e fique atenta ao que você come.



12. Nova gravidez
Há quem garanta ser o sexto sentido informando que vem irmãozinho por aí. A medicina, entretanto, explica que existe uma alteração no gosto do leite, por questões hormonais, quando a mamãe está grávida de novo. Portanto, não estranhe se ele recusar o alimento por um período. A situação tende a voltar ao normal em pouco tempo.
 

Sucos: dez receitas para o seu bebê

A partir dos 6 meses, em geral, o bebê começa a experimentar os primeiros sucos. Antes disso, o recomendável é que ele se alimente exclusivamente com o leite materno. E, quando a novidade entra no cardápio, muitas mamães têm dúvidas sobre como preparar a bebida e variar os sabores. Para ajudá-la nessa tarefa, a nutricionista Roseli Rossi, de São Paulo, também especialista em nutrição clínica da Equilíbrio Nutricional, selecionou dez receitas supersaudáveis para você matar a sede do pequeno e nutri-lo muito bem. Vale saber que os sucos devem ser preparados com frutas frescas e servidos na temperatura ambiente. Evite adoçantes artificiais e açúcar branco. O ideal é acostumar a criança com o sabor natural.
As fotos a seguir são meramente ilustrativas. Afinal, o suco deve ser servido para o bebê em um copo apropriado (inquebrável) ou na mamadeira



Para evitar a anemia

 
   
Ingredientes:
Couve-manteiga crua
150 ml de suco de laranja
1 colher de sopa de folhas de hortelã (12 g)
1 colher de sopa de suco de limão

Modo de preparo: lave as folhas de couve e as de hortelã e bata tudo no liquidificador. Sirva em seguida. 

Para garantir uma boa imunidade

 
   
Ingredientes:
¼ de cenoura crua 200 ml de água
1 colher de sobremesa de mel de abelha (recomendável apenas para crianças com mais de 1 ano. Você pode substituí-lo pelo açúcar mascavo)
Meio talo de salsão
Meio dente de alho

Modo de preparo: limpe bem os vegetais. Pique a cenoura, o dente de alho e o salsão. Bata no liquidificador e sirva. 

Rico em nutrientes

 
  
  Ingredientes:
5 morangos médios (de preferência orgânicos)
¼ de mamão papaia
¼ de uma maçã vermelha
1 colher de sobremesa de mel de abelha (recomendável apenas para crianças com mais de 1 ano. Você pode substituí-lo pelo açúcar mascavo) ¾ de um copo médio de água

Modo de preparo: pique as frutas e junte no liquidificador. Bata por alguns instantes e está pronto. 

Bom para fazer dormir

 
 
Ingredientes:
Meia pera pequena
1 xícara de chá de camomila frio
1 colher de açúcar mascavo

Modo de preparo: faça o chá e espere esfriar. Limpe a pera, corte, e coloque junto com o açúcar e a camomila no liquidificador. 

Para garantir energia

 
   
Ingredientes:
1 kiwi pequeno
1 laranja média
5 uvas itália médias
Meio copo de água

Modo de preparo: higienize as frutas e pique-as. Bata no liquidificador com a água e coe na peneira antes de servir.



Refrescante

 
   
Ingredientes:
Meia fatia de melancia
Meia pera
1 colher de sopa de folhas de hortelã (12 g)
Meio copo de água

Modo de preparo: lave, corte e coloque as frutas no liquidificador. Bata tudo e está pronto 
 
 
 

Recheado de vitaminas

 
  Ingredientes:
Meia maçã vermelha
¼ de cenoura crua
3 colheres de sopa de espinafre refogado
1 colher de sopa de gérmen de trigo tostado
1 copo de água

Modo de preparo: higienize os vegetais e reserve. Raspe a casca da cenoura e pique. Corte em pequenos pedaços a maçã e o espinafre. Bata tudo no liquidificador e, para finalizar, acrescente o gérmen de trigo. Adoce se achar necessário, mas não exagere. 
 
 
 

Tricolor

  

   
Ingredientes:
1 copo médio de suco de laranja-lima
¼ de beterraba crua
2 colheres de sopa de cenoura crua
¼ de colher de sopa de folhas de hortelã

Modo de preparo: retire a casca da beterraba e da cenoura. Bata todos os ingredientes no liquidificador e pronto! 
 
 
 

Bom para o funcionamento do intestino

 
 
  Ingredientes:
Metade da polpa de um maracujá
Meio copo de água
1 colher de sobremesa cheia de semente de linhaça triturada
1 xícara de chá de camomila frio

Modo de preparo: prepare o chá de camomila e deixe-o esfriar. Coloque no liquidificador a polpa de maracujá batida e coada, a água, a semente de linhaça e o chá. Bata bem. Adoce e sirva logo a seguir. 
 
 
 

Uva enriquecida

 

   
Ingredientes:
Meio copo pequeno de suco de uva orgânico
Meia pera pequena
1 colher de sopa de quinua em flocos
Meio copo de água

Modo de preparo: limpe bem a pera. Pique e jogue no liquidificador com os outros ingredientes. 
 
 
 
 

 

 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

As vantagens de amamentar por livre demanda

Mais um motivo para você, mamãe, insistir em dar o seio. Você não precisa se preocupar em definir horários para a amamentação. Deixe que seu bebê decida e mame quando e quanto quiser. Entenda por quê.



A mais recente cartilha de pediatria publicada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) arrematou antigas recomendações sobre cuidados com os bebês. Entre as indicações revisadas, e talvez a mais libertadora para as mães, está a que trata dos horários da amamentação. “A mãe é aconselhada a dar o peito sempre que seu filho solicitar”, explica Valdenise Tuma Calil, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP. Ou seja, não é preciso se angustiar com os choros famintos até que se estabeleça uma rotina alimentar. “Ele deve mamar quando e quanto quiser. Dessa forma, vai aprender a lidar também com a saciedade, o que reduz o risco de obesidade no futuro”, a pediatra avaliza.

Os pontos positivos

A nova orientação da SBP se baseia nas vantagens que a liberdade de horário na alimentação do recém-nascido traz. “Geralmente a criança que mama quando quer perde menos peso depois do nascimento e estimula mais a lactação da mãe”, explica Valdenise. Dessa forma, a descida do leite e a produção láctea são melhores e mais adequadas. A mamada livre também previne a dor e o endurecimento da mama pelo leite congestionado, além de colaborar para conter a ansiedade do bebê, que prejudica todo o processo. “Quando a criança vai ao peito com muita fome e vontade, é comum que ela machuque o seio da mãe”, completa Valdenise.

A recomendação de alimentar o bebê em intervalos regulares de três horas é mais adequada aos casos em que a criança está sendo alimentada com fórmulas infantis – como leite de vaca modificado. “Devido à composição e à difícil digestibilidade desses leites, o esvaziamento gástrico e a sensação de fome podem demorar mais”, explica Marcus Renato de Carvalho, diretor da Clínica Interdisciplinar de Apoio à Amamentação e coordenador do site www.aleitamento.com. “Na amamentação, é diferente: o leite materno é fácil de digerir, logo o bebê sente fome antes”, justifica o médico. “Recomendamos que os pais se esforcem para reconhecer os sinais de fome e aprendam a diferenciá-los de outros tipos de choro”, alerta Marcus. Foi o que fez a professora Adriana Luz, mãe da pequena Isadora. “Depois que passei a identificar o intervalo entre as mamadas, Isadora não teve mais crise de choro e eu não fico perdida, sem saber o que ela tem”, conta ela.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o leite materno deve ser oferecido até os 6 meses como o titular da alimentação. Depois, ele deve ser mantido, mas começa também a introdução de papinhas e outras alternativas, até que a criança complete 2 anos. No Brasil, os números indicam que essa recomendação está longe de ser seguida. “Em média, as mulheres conseguem amamentar apenas até os 2 meses”, relata Valdenise.

É preciso persistir

Diferentemente do que se idealiza, muitas vezes as mulheres se deparam com alguns desafios que podem desestimular a amamentação. Não raro, o bico dos seios racham e doem no começo, além do cansaço físico e emocional da mãe e a cobrança da sociedade e da família. Mas há motivos de sobra para insistir na prática. Para começar, os benefícios para a saúde do bebê, já que o leite materno carrega nutrientes e garante os anticorpos essenciais de que ele precisa. E a proximidade e o aconchego no momento da mamada reforçam o vínculo entre mãe e bebê. Sem contar, por que não?, o empurrãozinho que a amamentação proporciona na recuperação da forma da mulher depois do parto. Uma vez superados os obstáculos iniciais, tudo fica mais simples e gostoso.

Dez receitas de papinhas supernutritivas



Elaboramos e testamos dez receitas para o preparo das primeiras papinhas do bebê. Você pode imprimir cada uma delas e colocá-las em seu livro de receitas. Assim, é possível variar o cardápio do pequeno e manter a sua rotina – e a dele – bem organizada.

O segredo para acertar no ponto? Não temperar com sal – ou usar apenas uma pitadinha –, não misturar muitos ingredientes ou condimentos fortes e se munir de uma boa dose de paciência, já que a criança nem sempre aceita de bom grado as primeiras colheradas. Boa refeição!



1. PAPINHA DE CARNE, ABÓBORA, BATATA E COUVE


Ingredientes

1 colher de sobremesa de óleo vegetal
1 colher de chá de cebola picada
2 colheres de sopa de carne moída
1 batata pequena cortada em cubos pequenos
2 colheres de sopa de abóbora cortada em cubos pequenos
2 colheres de sopa de couve picada

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e a carne moída. Acrescente em seguida a batata e a abóbora. Cubra com água, tampe a panela e cozinhe até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Junte a couve e cozinhe por mais 5 minutos. Amasse todos os ingredientes com um garfo e sirva.

Rendimento: 1 ou 2 porções

Importante: para saber a consistência ideal dos alimentos para cada fase de seu bebê, consulte um médico pediatra ou um nutricionista.



2. PAPINHA DE CARNE, BATATA, BETERRABA E COUVE-FLOR


Ingredientes

1 colher de sobremesa de óleo vegetal
1 colher de chá de cebola picada
2 colheres de sopa de carne moída
1 batata pequena cortada em cubos pequenos
½ beterraba pequena cortada em cubos pequenos
2 colheres de sopa de couve-flor picada

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e a carne moída. Acrescente em seguida a batata e a beterraba. Cubra com água, tampe a panela e cozinhe até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Junte a couve-flor e cozinhe por mais 5 minutos. Amasse todos os ingredientes com um garfo e sirva.

Rendimento: 1 ou 2 porções

Importante: para saber a consistência ideal dos alimentos para cada fase de seu bebê, consulte um médico pediatra ou um nutricionista.



3. PAPINHA DE CARNE, FEIJÃO, MACARRÃO, ABÓBORA E BRÓCOLIS


Ingredientes

1 colher de sobremesa de óleo vegetal
1 colher de chá de cebola picada
2 colheres de sopa de carne moída
2 colheres de sopa de feijão cozido com caldo
1 colher de sopa de macarrão para sopa
3 colheres de sopa de abóbora picada em cubos
2 colheres de sopa de brócolis picados

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e a carne moída. Acrescente em seguida a abóbora e o macarrão. Cubra com água. Tampe a panela e cozinhe até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Junte o feijão e os brócolis e cozinhe por mais 5 minutos. Amasse todos os ingredientes com um garfo e sirva.

Rendimento: 1 ou 2 porções

Importante: para saber a consistência ideal dos alimentos para cada fase de seu bebê, consulte um médico pediatra ou um nutricionista



4. PAPINHA DE FRANGO, MANDIOQUINHA, BETERRABA E ESCAROLA


Ingredientes

1 colher de sobremesa de óleo vegetal
1 colher de chá de cebola picada
2 colheres de sopa de frango cortado em cubos pequenos
1 mandioquinha pequena cortada em cubos
½ beterraba pequena cortada em cubos
2 colheres de sopa de escarola picada

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e o frango. Acrescente em seguida a mandioquinha e a beterraba. Cubra com água. Tampe a panela e cozinhe até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Junte a escarola e cozinhe por mais 5 minutos. Amasse todos os ingredientes com um garfo e sirva.

Rendimento: 1 ou 2 porções

Importante: para saber a consistência ideal dos alimentos para cada fase de seu bebê, consulte um médico pediatra ou um nutricionista.



5. PAPINHA DE CARNE, FUBÁ, CENOURA E COUVE


Ingredientes

1 colher de sobremesa de óleo vegetal
1 colher de chá de cebola picada
2 colheres de sopa de carne moída
2 colheres de sopa de fubá
½ cenoura pequena picada em cubos
2 colheres de sopa de couve picada
½ xícara de chá de água filtrada

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e a carne moída. Acrescente em seguida a cenoura e cubra com água. Tampe a panela e cozinhe até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Acrescente a água fria e o fubá. Deixe cozinhar, sem parar de mexer até que o caldo fique encorpado. Junte a couve e cozinhe por mais 5 minutos. Se necessário, acrescente mais água. Amasse todos os ingredientes com um garfo e sirva.

Rendimento: 1 ou 2 porções

Importante: para saber a consistência ideal dos alimentos para cada fase de seu bebê, consulte um médico pediatra ou um nutricionista.



6. PAPINHA DE FRANGO, BATATA, BETERRABA, CHUCHU E ACELGA


Ingredientes

1 colher de sobremesa de óleo vegetal
1 colher de chá de cebola picada
2 colheres de sopa de frango cortado em cubos pequenos
½ batata pequena cortada em cubos
2 colheres de sopa de beterraba cortada em cubos
2 colheres de sopa de chuchu cortado em cubos
2 colheres de sopa de acelga picada

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e o frango. Acrescente em seguida a batata, a beterraba e o chuchu. Cubra com água. Tampe a panela e cozinhe até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Junte a acelga e cozinhe por mais 5 minutos. Amasse todos os ingredientes com um garfo e sirva.

Rendimento: 1 ou 2 porções

Importante: para saber a consistência ideal dos alimentos para cada fase de seu bebê, consulte um médico pediatra ou um nutricionista.



7. PAPINHA DE FRANGO, ARROZ, ERVILHA, CENOURA E ESPINAFRE


Ingredientes

1 colher de sobremesa de óleo vegetal
1 colher de chá de cebola picada
2 colheres de sopa de frango cortado em cubos pequenos
1 colher de sopa de arroz cru lavado
1 colher de sopa de ervilha fresca
½ cenoura pequena picada em cubos
2 colheres de sopa de espinafre picado

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e o frango. Acrescente em seguida o arroz, a ervilha e a cenoura. Cubra com água. Tampe a panela e cozinhe até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Junte o espinafre e cozinhe por mais 5 minutos. Amasse todos os ingredientes com um garfo e sirva.

Rendimento: 1 ou 2 porções

Importante: para saber a consistência ideal dos alimentos para cada fase de seu bebê, consulte um médico pediatra ou um nutricionista.




8. PAPINHA DE FRANGO, ABÓBORA, MACARRÃO, ERVILHA E COUVE-FLOR


Ingredientes

1 colher de sobremesa de óleo vegetal
2 colheres de sopa de frango cortado em cubos pequenos
1 colher de chá de cebola picada
3 colheres de sopa de abóbora picada
1 colher de sopa de macarrão para sopa
2 colheres de sopa de ervilha fresca
2 colheres de sopa de couve-flor picada

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e o frango. Acrescente em seguida a abóbora, a ervilha e o macarrão. Cubra com água, tampe a panela e cozinhe até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Junte a couve-flor e cozinhe por mais 5 a 10 minutos. Amasse todos os ingredientes com um garfo e sirva.

Rendimento: 1 ou 2 porções

Importante: para saber a consistência ideal dos alimentos para cada fase de seu bebê, consulte um médico pediatra ou um nutricionista.



9. PAPINHA DE CARNE, MANDIOQUINHA, CENOURA E COUVE


Ingredientes

1 colher de sobremesa de óleo vegetal
1 colher de chá de cebola picada
2 colheres de sopa de carne moída
1 mandioquinha pequena cortada em cubos pequenos
½ cenoura pequena cortada em cubos pequenos
2 colheres de sopa de couve picada

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e a carne moída. Acrescente em seguida a mandioquinha e a cenoura. Cubra com água, tampe a panela e cozinhe até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Junte a couve e cozinhe por mais 5 minutos. Amasse todos os ingredientes com um garfo e sirva.

Rendimento: 1 ou 2 porções

Importante: para saber a consistência ideal dos alimentos para cada fase de seu bebê, consulte um médico pediatra ou um nutricionista.



10. PUREZINHO DE CHUCHU E CENOURA


Ingredientes

1 colher de chá de óleo vegetal
1 colher de chá de cebola picada
1/2 chuchu pequeno cortado em cubos pequenos
½ cenoura pequena cortada em cubos pequenos

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola. Acrescente em seguida o chuchu e a cenoura. Cubra com água, tampe a panela e cozinhe em fogo baixo até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Amasse todos os ingredientes com um garfo.

Rendimento: 1 porção

Dica: para deixar a papinha mais cremosa, passe os ingredientes em uma peneira grossa.

Importante: para saber a consistência ideal dos alimentos para cada fase de seu bebê, consulte um médico pediatra ou um nutricionista.

Alimentos que podem ser perigosos para os bebês

1. Leite de vaca


Ele não deve ser oferecido para o bebê antes do primeiro aniversário porque é difícil ser digerido e pode causar constipação intestinal, anemia e intolerâncias alimentares.



2. Mel


Outro alimento que só deve entrar no cardápio depois de 1 ano de vida. O mel pode esconder um tipo de toxina capaz de desenvolver uma forma de botulismo em crianças de poucos meses. Nessa idade, a flora intestinal ainda está em desenvolvimento e não consegue barrar a ação dessa bactéria.



3. Ovo


Segundo as novas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, o ovo pode ser introduzido a partir do sexto mês. Antes, eles só entravam em cena no nono mês (as claras apenas depois de 15 meses). Converse com o seu pediatra para juntos combinarem como agir.



4. Frutos do mar


Eles são recomendados somente após o primeiro ano de vida por disparar reações alérgicas.



5. Morangos


É uma delícia, mas espere seu bebê completar 2 anos para apresentá-los por causa do uso excessivo de agrotóxicos nessa fruta.



6. Peixe


A Sociedade Brasileira de Pediatria também liberou o consumo de peixes a partir do sexto mês. Converse com o seu pediatra e, quando oferecer, não se esqueça de retirar toda a espinha.



7. Amendoim e nozes


Eles tradicionalmente causam muita alergia, por isso aguarde até 1 ano e meio para oferecê-los. Ou mais, caso haja o histórico familiar de problemas com algum desses alimentos.

Sete conselhos essenciais sobre a alimentação do bebê

1. Dê água ao bebê


Quando começam as papinhas, as crianças precisam beber água – ou até antes disso se são alimentados com fórmulas. A água hidrata e previne a prisão de ventre. Não existe uma quantidade correta e os bebês, infelizmente, não sabem dizer quando estão com sede. Por isso, você deve oferecer sempre que eles estiverem acordados. Lembre-se de que não é somente a água. Os sucos também hidratam. Deixe sempre um copinho ou mamadeira por perto. Com o tempo, eles vão aprender a pedir, apontando o dedinho.



2. Comer com as mãos


Os bebês adoram comer com as mãos! Usá-las permite o contato mais direto com a comida e a criança descobre diferentes texturas, cores, aromas, sabores. Fique atento apenas à segurança. Ofereça pedaços pequenos, moles, compatíveis com o tamanho da boca e sua capacidade de mastigação para evitar engasgos e machucados na garganta. Conheça algumas comidinhas que farão sucesso: vegetais cortados em tirinhas, biscoitos (não os recheados), pedacinhos de frutas maduras (separados ou como salada de frutas), fatias pequenas de carne e frango cozidos, pedaços de pãezinhos doces ou salgados, fatias de pão ou torradas com geleia, arroz, sucrilhos sem açúcar, macarrão do tipo parafuso ou penne bem cozido, pedaços de queijos, ovo cozido picado, milho cozido, bolo picado, ervilha



3. Ideias bacanas para fazer sucos


Eles são uma ótima forma de oferecer fibras alimentares, vitaminas e minerais para os bebês, principalmente quando não são coados ou peneirados. No começo, faça sucos com apenas um tipo de fruta. E jamais use açúcar! O sabor suave da fruta dispensa o uso de qualquer tipo de adoçante.

Os primeiros sucos devem ser feitos com frutas ricas em vitamina C, como laranja-lima, acerola, caju, goiaba, laranja-pera e lima. Depois de um mês, você pode incluir sucos de mamão, maçã, pera, cenoura, beterraba e tomate.

Quando o bebê estiver mais acostumado e não mostrar intolerância a nenhum ingrediente, misture frutas e legumes: cenoura com caju; abacaxi com manga; pera com caqui; beterraba com laranja; tomate com maça; mamão com laranja; banana, laranja e maçã; abacaxi, banana e laranja; e cenoura, beterraba e laranja.



4. Como lidar com os doces


Bebês já possuem a tendência de gostar mais de doce do que de salgado. Se você oferecer muitos alimentos adoçados, vai alterar sua percepção dos sabores e ele irá se acostumar com o açúcar. Os doces apresentam calorias vazias, isto é, são alimentos incompletos com poucos nutrientes. Por isso, o recomendado é que as sobremesas sejam frutas em suas versões originais, sem o acréscimo de caldas ou similares. Assim o bebê acostumará seu paladar ao nível de açúcar que existem nelas. Faça assim até pelo menos ele completar 1 ano. Depois, você até pode oferecer doces, mas prefira as sobremesas feitas com frutas, pudins e bolos caseiros. Tente escapar das versões industrializadas.



5. O que servir no café da manhã e nos lanches


Quando começam a comer papinhas, os bebês ainda tomam leite no café da manhã. Mas eles podem, sim, acompanhar essa refeição com os pais e experimentar miolo de pão e queijos molinhos, por exemplo. Lá pelos 9 meses, o ideal é que, os que usam fórmulas, bebam o leite em uma caneca. E passem a comer cereais, pedaços de pão, frutas, caminhando para comerem um café da manhã igual ao dos adultos. Vá experimentando para descobrir do que seu bebê mais gosta.

O lanche da manhã para as três fases deve ser sempre à base de frutas – a própria ou suco natural sem adoçar.

Na parte da tarde você pode oferecer:

Torrada com geleia
Pãozinho (bisnaga, pão sírio, integral) com queijo ou manteiga ou cream cheese
Fatias de bolo simples caseiro
Salada de frutas
Mingau de aveia
Vitamina de frutas com leite ou iogurte
Danone
Minicenourinhas, pepino em palitos
Frutas
Pãozinho de queijo assado
Nozinhos de mussarela ou mussarela de búfala



 6. Dicas para adaptar a comida da família ao bebê


Após 1 ano de idade, o bebê deve aprender a comer a comida da casa em pedaços. Mas no começo isso pode ser uma tarefa difícil. Então, só até a criança se adaptar, coloque mais caldo de feijão no arroz e amasse com o garfo. Corte a carne, frango ou peixe em pedaços bem pequenos ou desfie-os. Coloque sempre no prato um vegetal refogado, que pode ser bem picadinho ou pode entrar na forma de purê ou suflê. Com o tempo, seu filho vai se acostumar com os sólidos e comerá da mesma maneira que o resto da casa. É importante lembrar que comidas muito temperadas ou fortes, como um molho de curry ou uma lagosta à thermidor, não farão sucesso nenhum. Nos dias de cardápios mais elaborados, faça uma comida diferente e mais simples para a criança.



7. Cuidados com as papinhas no berçário


Muitos bebês, por causa do trabalho dos pais, fazem suas primeiras refeições no berçário. Desde que você confie na equipe, não há problema algum. Mas esteja atenta para alguns fatos:

Os alimentos oferecidos devem ser frescos e guardados de forma correta e higiênica

Peça para ver o cardápio e verifique se as refeições e os lanches são equilibrados, variados e balanceados (tenha sempre um carboidrato, uma leguminosa, uma proteína e um vegetal, mas que os alimentos variem de um dia pro outro).

Alimentos fritos ou extremamente gordurosos não devem ser oferecidos, jamais.

Conheça a cozinha na hora do preparo das refeições para ver como é.

Fontes: Cíntia Marques C. de Resende, nutricionista do Hospital São Camilo Pompeia; Daniela Cyrulin, consultora de nutrição da Focca Nutrição e Sabor; Patrícia Modesto, nutricionista do Departamento de Pediatria do Hospital e Maternidade Albert Einstein; e Tânia Rodrigues, nutricionista e diretora técnica da RG Nutri Consultoria Nutricional

Cardápios para bebês a partir de 1 ano

Ao completar 1 ano de idade, a criança já pode experimentar os primeiros alimentos, como arroz, feijão e carne picada, e deixar de lado as papinhas. Confira o cardápio ideal nessa fase e mais um tanto de receitas que vão agradar em cheio a seu pequeno



Café da manhã                      Leite e pão ou biscoito


Lanche da manhã                  Frutas em pedaço ou suco


Almoço                                  Arroz, feijão, carne moída, cenoura 
                                              refogada, salada de alface americana
                                              com tomates sem pele e sem semente.
                                              Sobremesa: frutas em pedaços (banana)


Lanche da tarde:                   Leite e pão ou biscoito


Jantar:                                  Arroz, feijão, peito de frango desfiado,
                                              brócolis refogados, salada de acelga.
                                              Sobremesa: fruta em pedaços (melancia)


Lanche da noite:                  Leite materno




1. Suco Hiper C

Ingredientes
Suco de 2 laranjas
100 g de banana
6 morangos
2 folhas pequenas de couve

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador.

Cardápios para bebês de 9 meses a 1 ano

Ao completar 1 ano de idade, a criança já pode experimentar os primeiros alimentos, como arroz, feijão e carne picada, e deixar de lado as papinhas. Confira o cardápio ideal nessa fase



Café da manhã                    Leite


Lanche da manhã                Pedaços de fruta (maçã)
                                             ou suco (melão)


Almoço                                Papa em pedaços: de legumes,
                                             feijão e carne   Sobremesa:
                                             fruta em pedaços (manga)


Lanche da tarde:                Leite


Jantar:                                Papa em pedaços: de mandioca,
                                            abobrinha e carne moída  
                                            Sobremesa: fruta em pedaços (melão)


Lanche da noite:               Leite materno




1. Papinha de legumes, feijão e carne

Ingredientes
2 colheres (sopa) de carne de boi moída
1 colher (sopa) de feijão (grão e caldo)
2 colheres (chá) de azeite
1 colher (chá) de cebola
1/2 pedaço de alho
1 fatia grande de abóbora/moranga
1 colher (café) de sal
1 1/2 copo de água

Modo de preparo
Numa panela refogue a cebola, o alho e a carne moída. Acrescenter a abóbora, o sal e a água. Deixe cozinhar até que os ingredientes estejam macios e acrescente o azeite. Coloque no prato o feijão cozido e os demais alimentos.



2. Papinha de mandioca, abobrinha e carne moída

Ingredientes
2 colheres (sopa) de carne de vaca magra moída
1 colher (sobremesa) de óleo de girassol
1 colher (chá) de cebola ralada
2 pedaços médios de mandioca
1 abobrinha pequena
1 folha de couve picadinha
1 colher (café) rasa de sal
2 copos de água

Modo de preparo
Numa panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e a carne moída. Acrescente a mandioca pré-cozida, a abobrinha picadinha, a couve, o sal e a água. Deixe cozinhar até que os ingredientes estejam macios e quase sem água.



3. Papinha de carne, fubá e couve

Ingredientes
2 colheres (sopa) de carne moída
1 colher (sobremesa) de óleo de soja
1 colher (chá) de cebola ralada
4 colheres (sopa) de fubá
½ folha de couve- manteiga picada
1 colher (chá) de sal
1 fio de azeite

Modo de preparo

Em uma panela pequena, refogue a cebola e a carne. Acrescente 2 copos de água fria (de 400 a 500 ml) e o fubá. Deixe cozinhar, sem parar de mexer, até que o caldo fique encorpado. Junte a couve picada e cozinhe por mais 5 minutos em fogo brando. Se necessário, acrescente mais água. Adicione um fio de azeite no final.



4. Papinha de batata-doce, abobrinha e frango

Ingredientes
50 g de peito de frango picado
1 colher (chá) de cebola picada
1 unidade média/pequena de batata- doce (150 g)
½ abobrinha pequena
1 colher (chá) de sal
1 fio de azeite

Modo de preparo
Em uma panela pequena, aqueça o óleo e refogue rapidamente a cebola e o frango. Acrescente a batata-doce, a abobrinha e o sal e adicione 2 copos de água (400 ml). Coloque a tampa. Deixe cozinhar até que os ingredientes estejam macios. Se necessário, acrescente mais água. Adicione um fio de azeite no final.



5. Papinha de cará, cenoura e frango

Ingredientes
2 colheres (sopa) de peito de frango picado
1 colher (chá) de cebola ralada
1 cará médio (150 g)
½ cenoura (entre 60 e 80 g)
1 colher (café) de sal
Azeite

Modo de preparo
Numa panela pequena, aqueça o óleo e refogue rapidamente a cebola e o frango. Acrescente o cará e a cenoura picados, o sal e mais 2 copos de água (400 ml). Coloque a tampa. Deixe cozinhar até que os ingredientes estejam macios. Se necessário, acrescente mais água. Adicione um fio de azeite no final.



6. Purê de inhame, brócolis, chuchu e carne

Ingredientes
40 g de músculo traseiro ou de carne magra
1 colher (chá) de cebola ralada
1 inhame médio (130g) ou dois pequenos
3 colheres (sopa) de brócolis (50 g)
2 colheres (sopa) de chuchu (40 g)
1 colher (sopa) de cheiro verde (salsa/cebolinha)
Azeite

Modo de preparo
Numa panela pequena, aqueça o óleo e refogue rapidamente a carne e a cebola. Acrescente o inhame em pedaços, o chuchu, os brócolis e o sal e acrescente 2 copos de água (400 ml). Com a panela tampada, deixe em fogo baixo cerca de 45 minutos. Quando os legumes estiverem macios, acrescente o cheiro-verde. Adicione um fio de azeite no final.

Cardápios para bebês de 6 meses

Aos 6 meses, o bebê já deve seguir uma rotina alimentar e experimentar outros sabores, além do leite materno. Confira uma sugestão de cardápio e receitas de papinhas elaboradas sob medida para essa fase



Café da manhã                 Leite
Lanche da manhã            Suco (laranja-lima) ou fruta
                                         amassada (mamão)
Almoço                            Papa amassada de frango,
                                         batata e beterraba
Lanche da tarde              Leite Jantar                              Leite e fruta amassada (pera) Lanche da noite              Leite materno 1. Papinha de frango, beterraba e batata Ingredientes ½ filé de frango, picado 1 colher (chá) de cebola 1 batata grande, picada ½ beterraba média, ralada ½ colher (café) de sal 1 colher (sobremesa) de azeite de oliva Modo de preparo Numa panela, refogue a cebola picada e o frango. Acrescente a batata, a beterraba e o sal. Cubra com água. Tampe e cozinhe até que os ingredientes fiquem cozidos e com um pouco de caldo. No final, adicione o azeite. Amasse com um garfo e ofereça ao bebê.
  2. Papinha de batata, cenoura e músculo Ingredientes 40 g de músculo 2 batatas médias/pequenas descascadas e picadas (de 150 a 200 g) ½ cenoura pequena ½ colher (café) de sal 1 colher ( chá) de cebola picada 2 copos de água Azeite Modo de preparo Em uma panela pequena, refogue a cebola e a carne. Acrescente a batata, a cenoura e o sal e adicione 2 copos de água (400 ml). Coloque a tampa. Deixe cozinhar até que os ingredientes estejam macios. Se necessário, acrescente mais água. Adicionar um fio de azeite no final. 3. Papinha mandioquinha, cenoura e carne moída Ingredientes 2 colheres (sopa) de carne moída 1 colher (chá) de cebola ralada 2 mandioquinhas médias/pequenas descascadas em pedaços (de 150 a 200 g) ½ cenoura média 1 colher (café) de sal 1 fio de azeite Modo de preparo Em uma panela pequena, cozinhe a cebola e a carne. Acrescente a mandioquinha, a cenoura e o sal e adicione 2 copos de água (400 ml). Coloque a tampa. Deixe cozinhar em fogo brando até que os ingredientes estejam macios e quase sem água. Se necessário, acrescente mais água para que os alimentos fiquem bem macios. Adicione um fio de azeite no final.
 
 
 
4. Papinha de inhame, beterraba e frango Ingredientes 2 colheres (sopa) de frango picada 2 inhames grandes descascados e picados (de 150 a 200 g) ½ beterraba grande 1 colher (sobremesa) de óleo de cozinha 1 colher (chá) de cebola ralada 1 colher (café) de sal 1 fio de azeite Modo de preparo Em uma panela pequena, aqueça o óleo e refogue rapidamente a cebola e o frango. Acrescente os demais ingredientes mais 3 copos de água (600 ml). Coloque a tampa. Deixe cozinhar em fogo brando até que os ingredientes estejam macios e quase sem água. Se necessário, acrescente mais água para que os alimentos fiquem bem macios. Adicione um fio de azeite no final. Observação: a beterraba deve estar bem macia, por isso o cozimento deve ser em fogo brando e demora um pouco mais.
 
 
 
 5. Papinha de batata, abobrinha e ovo Ingredientes 1 batata 1 colher (chá) de cebola picada ½ unidade de abobrinha picada 1 colher (café) de sal 1 ovo Azeite Modo de preparo Em uma panela pequena, refogue a cebola, a batata e a abobrinha. Cubra com água e cozinhe até o arroz e a abobrinha estarem bem cozidos. Cozinhe o ovo à parte. Coloque no prato e amasse com o ovo cozido. Adicionar um fio de azeite no final.

Quantidades corretas em cada fase

crianca comendo




Cada bebê tem um tipo de apetite. Mas, para não ficar tão perdida sobre a quantidade a oferecer em cada fase, você pode usar a sugestão dos especialistas como uma referência para cada papinha



6 meses ou época do desmame - Comece com 1 colher de sopa e aumente até chegar a 4 colheres. Não tente dar mais para que não haja a redução do leite que ele vai tomar.

10 meses - O ideal é que os bebês consumam 10 colheres de sopa ou 1 xícara

A partir de 1 ano - As crianças devem comer 12 colheres de sopa no mínimo ou uma xícara cheia até conseguirem consumir um prato infantil

Essas quantidades são apenas uma referência. Caso seu bebê esteja comendo muito mais ou muito menos, converse com o pediatra.


 

Oito segredos para preparar uma papinha saborosa

Depois da fase de iniciação do bebê com as papas salgadas, algo que leva uma ou duas semanas, você já pode oferecer versões mais consistentes. Veja aqui como montar uma papinha saudável e gostosa



1. Separe mentalmente os alimentos em grupos


* Carboidratos ou tubérculos (batata, macarrão, arroz, arroz integral, mandioquinha, inhame, cará...)

* Proteínas – Carne (músculo), frango (peito ou coxa), peixe, ovo e leguminosas (feijão, ervilha, lentilha...)

* Vegetais – Cenoura, beterraba, alface, acelga, couve-flor, espinafre, vagem, chuchu, abobrinha...




2. Misture diferentes grupos de alimentos


Para montar a papinha, escolha dois ingredientes do grupo de carboidratos, um do grupo de proteínas e dois do grupo de vegetais. Quer um exemplo? Macarrão e batata (carboidratos), músculo (proteína), abobrinha e cenoura (vegetais).



3. Como preparar


Pique, refogue e cozinhe tudo com o dobro da quantidade de água até os ingredientes ficarem moles. Depois é só amassar com o garfo ou servir picadinho mesmo, dependendo da fase de mastigação em que o bebê está. Pode inclusive oferecer a carne em pedacinhos bem pequenos.



4. Varie os ingredientes


Quanto mais você variar os ingredientes, mais sabores seu filho vai experimentar e mais chances terá de gostar, no futuro, de todos os tipos de comida. Depois de um tempo, você pode acrescentar mais opções de vegetais e proteínas à papinha.



5. É comum bebês rejeitarem novos alimentos


Esse fato não deve ser interpretado como uma aversão permanente. Em média, são necessárias de oito a dez exposições da mesma comida para ele ser aceito pela criança! Tenha paciência e não desista facilmente.



6. Como temperar sem erro


Cuidado com o sal. Quando passamos da medida, o bebê se acostuma com o sabor muito salgado e seguirá assim no futuro. O excesso de sal pode causar hipertensão e problemas cardíacos. Então, use bem pouco ou nada, se possível. Prefira temperar a comidinha com alho, cebola, salsão, salsinha, cebolinha e outras ervas. Algumas gotas de azeite no final também melhoram o sabor. E, dependendo da papinha, você pode até ralar um queijo. Não use temperos picantes, como pimenta, páprica e curry. O organismo do bebê ainda não está preparado para eles.



7. Acerte na consistência


Antes de os dentes nascerem, seu bebê só conseguirá comer papinhas mais pastosas. Por isso, os alimentos devem ser bem cozidos para ficarem moles e amassados com um talher – não precisa passar pelo liquidificador, pois, dessa maneira, a papinha ficará líquida e, mesmo sem dentes, o bebê precisa de um pouco de consistência para estimular a mastigação. Tenha em mente que com o tempo os dentes nascem e ele não corre mais tanto risco de engasgar. Por isso, a consistência da papinha deve caminhar gradualmente para uma sopa pedaçuda.



8. Quando oferecer alimentos macios


Por volta dos 8 meses, experimente oferecer alimentos macios, como batata e macarrão, aos pedaços. As carnes podem ser moídas, picadas ou desfiadas. Com cerca de um ano, a maioria das crianças consegue comer alimentos picados sem grande problema.

Como oferecer as primeiras papinhas

Pensar nas refeições do seu bebê não é tão difícil quanto parece. Aqui você vai encontrar a maneira correta de iniciá-lo no mundo dos sólidos. O resultado? Ele vai adorar comer!






Quase não dá para acreditar que esse pequeno bebê, sem nenhum dente e criado apenas com leite, conseguirá comer outra coisa. Mas ele tem essa capacidade sim. O segredo é seguir o esquema recomendado pelos especialistas. Comece oferecendo sucos. O mais sugerido é o de laranja-lima, por ser docinho e pouco ácido. Escolha um dia tranquilo para começar e não perca por nada o rostinho da criança experimentando a novidade. Ofereça no meio da manhã, entre as mamadas. Não adoce o suco, apenas esprema a laranja, coe e sirva no copinho ou na mamadeira. Comece com 30 ml, aumentando 10 ml a cada dia, conforme a aceitação da criança, até chegar a 150 ml.

Depois de cinco dias, se o bebê não apresentar nenhuma intolerância, prepare-se para oferecer a papa de frutas entre as mamadas da tarde. Boas escolhas para a estreia: ¼ de pera, mamão ou maçã ou ½ banana-prata. Amasse ou raspe as frutas. Nunca passe pelo liquidificador: o pequeno ainda não come sólidos, mas precisa de alguma consistência para estimular a mastigação. Aumente o volume da papa de fruta gradativamente, conforme seu filho aceite a comida. Após uma semana com ele aceitando bem a papa doce, organize os horários das mamadas para oferecer a papa salgada no horário de almoço (11h30/12h).

Nas primeiras papinhas, escolha três tipos de legumes e verduras de cores diferentes – batata, abóbora e chuchu, por exemplo. Pique um pouco de cada um, coloque na panela, cubra com o dobro da quantidade de água e deixe cozinhar até ficar tudo bem macio. Depois amasse tudo com um talher e dê aos pouquinhos para o bebê. Procure manter os mesmos ingredientes por alguns dias, assim fica mais fácil observar a tolerância a eles. Quando seu filho estiver acostumado com o almoço, mais ou menos após uma semana, é hora de incluir a papinha do jantar. Combine com o seu pediatra como ajustar os horários das mamadas nesse início. Depois de um tempo, o esquema ficará assim:

Café da manhã: leite
Lanche da manhã: suco de frutas
Almoço: papa salgada + fruta
Lanche da tarde: papa de fruta e leite
Jantar: papa salgada + fruta
Antes de dormir: leite

Afaste a ameaça de alergias alimentares em bebês

Afaste a ameaça de alergias alimentares em bebês

O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos acaba de publicar as novas diretrizes para evitar ou controlar a alergia alimentar. Para começar, se o seu filho já teve reação a algum alimento, procure um médico e esclareça a causa do mal-estar. Embora os pais logo suspeitem que é um caso de alergia, só o médico pode fazer um diagnóstico preciso.

As novas diretrizes americanas recomendam que o profissional da saúde analise o histórico da criança e faça um exame físico. Se não descartar de cara a hipótese de alergia, ele deve solicitar um teste, cutâneo ou de sangue, para detectar anticorpos alérgenos – que, por sua vez, ajudarão a identificar o alimento causador do problema.

Algumas medidas, porém, são capazes de evitar que a situação chegue a esse ponto. Leia adiante as recomendações para grávidas, mulheres que amamentam ou ainda mães que estão introduzindo os primeiros alimentos sólidos na dieta do seu filho. Seguir essas dicas é cortar a probabilidade de a criança desenvolver uma alergia alimentar ao longo da vida.




Durante a gravidez

- Tenha uma dieta equilibrada. “Apesar de existir essa orientação na diretriz, é bom deixar claro que o que a mãe come enquanto está grávida não muda a propensão de a criança desenvolver alergia alimentar. No entanto, ela deve seguir um cardápio saudável para garantir os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê”, orienta Ana Paula Castro, pediatra e alergista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

- Se você é alérgica a algum alimento, evite-o. “A mulher pode ter uma reação grave ao alimento e, como está grávida, precisa ficar atenta ao medicamento que usará”, explica Ana Paula Castro. “Mas, se ela tiver uma crise, isso não quer dizer que a criança será alérgica também”, completa.

- Se não for alérgica a nenhum alimento, não precisa tirar do seu cardápio aqueles itens famosos por serem altamente alergênicos, ou seja, ovos, nozes, amendoim, peixe ou leite de vaca. Segundo os americanos, não há provas conclusivas de que evitá-los afastaria por tabela uma alergia alimentar na criança.



Durante a amamentação

- A pediatra Ana Paula afirma que o cardápio consumido pela mulher que amamenta não influencia na possibilidade de o bebê desenvolver alergias.

- Respeite a idade de mamar no peito. Os especialistas americanos recomendam que os bebês sejam alimentados exclusivamente com o leite materno até os 4 meses de idade. Vale lembrar que, no Brasil, o período indicado é de 6 meses, a mesma recomendação, por sinal, da Organização Mundial de Saúde. “A idade de 4 meses é o prazo mínimo, mas o melhor é que o aleitamento materno exclusivo vá além, até porque ajuda a criança a desenvolver anticorpos”, esclarece Ana Paula. Segundo Fátima Rodrigues Fernandes, pediatra e alergista do Hospital Infantil Sabará, na capital paulista, “o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses é ainda mais importante para os bebês de famílias em que as pessoas têm tendência à alergia.”



Na fase das primeiras papinhas

- Introduza os alimentos sólidos na dieta do seu filho entre os 4 e 6 meses de idade, nem antes e nem depois disso. “Não é certo oferecer alimentos sólidos antes desse período porque o bebê ainda não desenvolveu a capacidade de mastigar e existe o risco de aspirar a comida”, ensina Cid Pinheiro, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. No entanto, atrasar demais a introdução de alimentos sólidos também não é recomendado. “Porque só o leite materno não tem todos os nutrientes que a criança precisa, ela perde potencial de crescimento e pode, inclusive, desenvolver anemia”, completa Pinheiro. Vale lembrar que as mães podem continuar amamentando até os 2 anos, desde que o bebê receba também, outros alimentos, como frutas, sucos e papinhas.

- Não há evidências de que atrasar a introdução de alimentos potencialmente alergênicos, como leite, ovo e amendoim, vai impedir que a criança desenvolva alergia. O pediatra Cid Pinheiro garante que “se a criança já tem propensão a ser alérgica, ela vai desenvolver o problema algum momento da vida”. O que muda é o seguinte: a reação é tanto maior quanto menor for a criança, ou seja, “se um bebê lamber uma paçoca de amendoim, por exemplo, a reação vai ser muito mais grave do que seria se experimentasse o doce quando já fosse maior”, completa Pinheiro.




A diferença entre alergia e intolerância alimentar
A diferença está no que origina o problema. No caso das alergias alimentares, existe um mecanismo imunológico, ou seja, o paciente desenvolve sensibilização a determinada proteína alimentar e isso dispara a produção de anticorpos (imunoglobulina E). Isso, por sua vez, determina quadros que podem ser transitórios ou permanentes, tais comourticárias, edemas, dermatites, sintomas gastrintestinais (vômitos,diarréia, dor abdominal, sangramento nas fezes) e ganho de peso abaixo da média. Mais raramente podem ocorrer sintomas respiratórios, como rinite e asma.

No caso de uma intolerância, porém, o sistema imunológico fica completamente fora da história. É um problema digestivo, ou seja, aquele organismo não tem enzimas para digerir determinado alimento. Por exemplo: nas crianças que não toleram o leite, há uma falta de lactase, a enzima que degrada os açúcares do leite

FONTE: Fátima Rodrigues Fernandes, pediatra e alergista do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo.

Mães adotivas podem amamentar

A jornalista Glória Maria, que adotou duas meninas, amamentou. Ela costuma dizer que esse foi o momento mais bonito de sua vida. Assim como ela, muitas mulheres nessa situação descobrem que dar o peito para seus filhos não é um sonho impossível. Veja como e por que isso pode acontecer.






1. Como uma mulher que não engravidou poderia amamentar?
“Amamentar não é somente colocar o bebê no bico do peito. Isso a mamadeira faz. Amamentar é proteger, abraçar, acolher. É um ato muito mais amplo”, detalha Alberto D’Auria, ginecologista, obstetra e diretor do Hospital Maternidade Santa Joana, na capital paulista. Para uma mulher que não passou por toda a revolução hormonal de uma gestação, isso é possível graças à lactação induzida.
O processo de produção do leite materno é fruto de um estímulo repetido. Ao sugar o seio, o bebê ajuda a mandar uma mensagem para a hipófise, no cérebro. E é ela que avisa que é preciso começar a produção do leite. Assim, o organismo da mãe libera dois hormônios: a prolactina, que aciona as glândulas mamárias para fabricar o leite, e a ocitocina, o hormônio responsável pela liberação do líquido.
A produção da prolactina vem de ações encadeadas. “Desde a vontade consciente e inconsciente de amamentar, passando pelo processo do pós-parto, até a proximidade física com o bebê influenciam esse processo”, explica o ginecologista.



2. Mas o que é preciso para que a mulher, de fato, amamente?
O procedimento para estimular a produção de leite em uma mãe adotiva é praticamente o mesmo de uma mulher que engravidou: é necessário que haja estímulo. E isso é feito por meio do uso de aparelhos próprios para retirar o leite, que cumprem o papel da sucção. Os médicos também recomendam massagens no bico do seio. Isso ajudará a deixá-lo com a pele mais grossa e evitar, assim, futuras rachaduras. “É claro que muitos fatores influenciam a amamentação adotiva. Quanto mais nova é a criança, maior é a chance de o aleitamento se tornar possível”, pontua o pediatra Marcus Carvalho, de São Paulo.



3. Pode ser necessário lançar mão de medicamentos?
Sim. O médico pode recomendar remédios que atuam na hipófise e aumentam a produção da prolactina.



4. O leite de uma mãe adotiva é de boa qualidade?
Sim, mas o ginecologista Alberto D’Auria lembra que muitas vezes o leite da mãe adotiva dá para no máximo uma mamada por dia e que, nesses casos, é importante suplementar a alimentação da criança.



5. Quais são as vantagens do aleitamento, mesmo no caso de uma mãe adotiva?
Todas. O leite materno, como é bem sabido, é a primeira vacina de um bebê. No caso de uma mãe adotiva, além de fortalecer as defesas do pequeno, a amamentação é mais uma forma de reforçar os laços entre mãe e filho.



6. É comum mães adotivas amamentarem? Elas costumam ser bem-sucedidas?
“Não dá para atestar que todas terão sucesso. Se o bebê chega com mais de quatro meses, por exemplo, o processo é ainda mais lento, mas não impossível”, informa o ginecologista Alberto D’Auria, que incentiva a persistência.



7. Quando a amamentação se torna inviável?
Embora não existam contraindicações para uma mulher tentar, há situações em que problemas de saúde dessa mãe e tratamentos medicamentosos comprometem o leite produzido.



8. O que fazer quando o aleitamento não é viável?
Os bancos de leite são uma ótima alternativa para quando a mãe, seja ela adotiva ou não, não é capaz de amamentar. Além disso, os bancos brasileiros são reconhecidos por sua confiabilidade. “O leite é submetido a uma análise microbiológica. Sua validade é analisada e, em seguida, ele passa para por um processo de pasteurização, que inativa qualquer germe que possa vir a ter”, explica Kátia Sydronio, enfermeira do Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) no Rio de Janeiro.

Plástica na hora do parto?

Cirurgia plástica conjugada ao parto? Nem pensar. “Além do corpo da mulher estar totalmente alterado, o parto é um procedimento contaminado, com sangue, placenta, líquido amniótico e outras secreções. Isso aumenta o risco de infecções ou outras complicações”, explica Gustavo Gibin.

Dessa forma, o conselho é concentrar-se no bebê, aproveitar esse momento único, dar tempo ao tempo, para só então avaliar a necessidade de um procedimento cirúrgico. “É altamente recomendável que a mulher pratique uma atividade física e tenha uma alimentação saudável e balanceada, o que contribui para recuperar a forma física”, ressalta a obstetra Suzana Pires.

Outra atitude de extrema importância é controlar o ponteiro da balança durante a gestação. “Quanto mais a mulher engordar durante a gravidez, maiores serão os problemas com gordura localizada e alterações permanentes no corpo. Portanto, o ideal é que o ganho de peso não ultrapasse 12 ou 14 quilos”, completa o cirurgião plástico Prado Neto.

Qual é o momento certo?


 
 
O corpo feminino passa por uma verdadeira metamorfose ao longo da gestação. A pele, principalmente a da região abdominal, é submetida a um processo de estica-e-puxa – para não falar nos vários quilos que muitas ganham durante a gravidez. Daí, não é de estranhar que o grande foco da batalha pela reconquista das formas perdidas seja a tentativa de dar cabo das gordurinhas em excesso e da flacidez. “Nesse caso, o correto é aguardar pelo menos um ano para realizar qualquer procedimento cirúrgico. Ou o fim de amamentação, caso ela ultrapasse esse intevalo”, diz a obstetra e ginecologista Suzana Pires do Rio, do serviço de pré-natal de alto risco da maternidade Odete Valadares/ FHEMIG, em Belo Horizonte. É que o organismo só retorna ao estado pré-gestacional depois desse intervalo.

“Durante esses 12 meses, a prioridade deve ser a amamentação”, explica Suzana. “Isso porque a mama está preparada para a lactação. Assim, não é o momento ideal para a mãe fazer uma correção estética”, explica Suzana. A recomendação é válida mesmo para quem não pôde amamentar. “Após uma plástica nas mamas, a paciente não pode carregar peso, fica com os movimentos limitados e isso atrapalha a interação dela com o filho”, reforça a obstetra. A quarentena de 365 dias também precisa ser adotada antes de apelar para procedimentos como a abdominoplastia, que promete dar um trato na barriga saliente, e a lipospiração, famosa por eliminar os pneus. “No caso da lipo, essa medida é necessária para termos um parâmetro da quantidade de gordura que deve ser retirada”, explica o cirurgião plástico Fernando Prado Neto, presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. A regra, claro, se aplica à abdominoplastia. “Temos de esperar o útero e o abdome regredirem para sabermos exatamente o que fazer. Isso garante um melhor resultado”, afirma o cirurgião plástico Fernando Prado Neto, de São Paulo.

Passada toda essa espera, ainda é necessário avaliar outros fatores antes de tomar uma decisão junto ao seu médico. “Se a mulher pensa em engravidar novamente, o ideal é que faça a abdominoplastia ou a mamoplastia depois de encerrar a vida gestacional”, orienta o cirurgião plástico Gustavo Gibin. “Nós nunca sabemos o que vai acontecer com o corpo durante a gravidez, mas é provável que o resultado da plástica seja perdido”, explica Fernando Prado Neto. Segundo o consenso geral dos cirurgiões, a mamoplastia bem-feita não atrapalha a amamentação. No entanto, a obstetra Suzana Pires do Rio alerta para as cirurgias redutoras. “Se houver a retirada de glândulas mamárias, haverá uma queda na produção de leite”, ressalta. Por isso, é fundamental conversar com o cirurgião sobre como será o procedimento.

Por fim, fica um recado: “Recomenda-se que a paciente consulte a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para saber se o cirurgião é membro da sociedade”, ressalta Prado Neto.

Mini-glossário da plástica

 


Confira abaixo as técnicas cirúrgicas mais empregadas em mulheres que tiveram filhos
 
 
 
Para as mamas
Os especialistas utilizam com mais freqüência três técnicas para minimizar as alterações provocadas pela gravidez nas mamas. A mais simples é a mamoplastia de aumento, que consiste na colocação de uma prótese de silicone. Já a mastopeccia com prótese tem como fim aumentar o volume mamário e retirar o excesso de pele que dá o aspecto de flacidez. A mastopeccia remove apenas o excesso de pele. Por fim, vem a mamoplastia redutora. “A opção por uma ou outra vai depender da necessidade e do objetivo de cada paciente”, ressalta Fernando Prado Neto. Detalhe importante: a cirurgia plástica não acaba em definitivo com todas as estrias, mas somente com as que estiverem na porção de pele que será extraída durante o procedimento.

Para o abdome
Existem duas opções: a abdominoplastia total, na qual é possível retirar uma maior quantidade de pele; e miniabdominoplastia, em que a necessidade de remoção do tecido é menor. Nesse caso, a cicatriz é semelhante à de uma cesariana – ou até menor. A lipoaspiração, a técnica que seca os pneuzinhos, pode ser associada a esses métodos.

Para os pneuzinhos
A lipoasparição, aquela técnica que se vale de um cânula para remover a gordura, é a saída para dar cabo de pneus e afins. Ou seja, ela ajuda a devolver os contornos do corpo, mas não elimina o excesso de peso. Mesmo mulheres que desejam ter uma segunda ou terceira gestação podem recorrer ao procedimento.
 

Livre-se das marcas da gravidez

 Após o período de lactação, as mulheres estão liberadas para fazer tratamentos mais específicos contra as estrias. Não faltam opções. “Esses métodos visam melhorar a textura da pele, as fibroses existentes e a elasticidade, além de nivelar depressões e preencher cicatrizes”, esclarece a dermatologista Izabel Reck de Mendonça, do Kyron Spa, de São Paulo. Mas as técnicas por si só não produzem milagres. Dessa forma, deve-se cuidar também da alimentação e praticar exercícios físicos regularmente para evitar o efeito sanfona do engorda-emagrece-engorda-emagrece, um gatilho para as estrias. Vale destacar: antes de apelar para qualquer um dos procedimentos, a paciente deve passar por uma consulta para que o especialista indique a terapia mais adequada para cada caso. O número de sessões e a duração do tratamento variam conforme o grau do problema.

Cremes e géis
Produtos à base de ácido retinóico usados sob a orientação médica amenizam a aparência das estrias. Eles promovem a descamação e a renovação da pele. Os preços variam de acordo com as marcas.

Injeções locais de vitamina C
Esse procedimento é ministrado por um médico, que injeta uma solução de vitamina C, cobre e oligoelementos na linha da estria. “A vitamina estimula a produção de colágeno e ajuda a preencher os espaços entre as fibras da pele”, conta Cecília Krauss, dermatologista da clínica Dancorps, no Rio de Janeiro. Já o cobre acelera a formação de colágeno e melhora a pigmentação do tecido. O tratamento, enfim, ameniza a aparência de estrias antigas e pode eliminar as mais recentes, de coloração avermelhada. Preço: dez sessões do tratamento podem custar aproximadamente R$ 1,2 mil.

Intradermoterapia
O tratamento é feito com a aplicação local de enzimas específicas, que tornam as estrias menos aparentes. Dores são os inconvenientes desse método. Preço: a partir de R$ 209.

Microdermoabrasão
Consiste em jatos de microcristais (de sílica e óxido de alumínio) projetados no local a ser tratado, seguidos de uma sucção que retira os resíduos. “O tratamento ativa a regeneração da pele e o surgimento de novas fibras”, exemplifica Cecília Krauss. Preço: a partir de R$ 489.

Subcisão
Uma agulha grossa com ponta cortante é introduzida ao longo e por baixo das estrias, num movimento de vai-e-vem. O trauma incita o organismo a fabricar colágeno, que preenche a área do tecido degenerado. Um de seus inconvenientes é a possibilidade de ocorrência de manchas rochas. Sem falar que o tratamento é doloroso. Preço: a partir de R$ 489.

Laser
A aplicação de laser de luz intensa pulsada provoca o fechamento de pequenos vasos nas estrias e estimula o colágeno, amenizando estrias recentes e antigas. Além disso, promove a ativação do fibroblasto, uma célula que constitui a base do tecido conjuntivo. Por fim, melhora o aspecto da pele e reduz a atrofia. Preço: a partir de R$ 489.

Laser fracionado
É indicado para as estrias brancas, as mais antigas. “O laser fracionado atinge as camadas mais profundas da pele e estimula a formação de novas fibras de colágeno, promovendo a reestruturação de todo o tecido”, indica Mônica Linhares, dermatologista da Clínica Espaço Saúde Rio, no Rio de Janeiro. São necessárias três sessões no mínimo, com o intervalo de um mês entre cada uma delas. Uma de suas desvantagens é o fato de a pele ficar vermelha e inchada por cerca de dois dias. Além disso, a paciente deve evitar tomar sol nesse período. Preço: a partir de R$ 350.

Preenchimento
Realizado com a substância hidroxiapatita, preenche a linha da estria, diminuindo a depressão. Também impulsiona o surgimento de fibras de colágeno e elastina novinhas em folha. Preço: a partir de R$ 489.

Peeling
Pode ser usado tanto para combater as estrias como para eliminar as manchas que aparecem durante a gravidez. “Por se tratar de um peeling mecânico, o corpo não absorve os produtos”, assegura Cecília Krauss, dermatologista da clínica Dancorps, no Rio de Janeiro. Preço: R$ 140, a sessão.

Peeling químico
Trata-se de um peeling superficial feito com ácido retinóico. Ele promove a descamação e a renovação de fibras da pele. Preço: a partir de R$ 489.

Carboxiterapia
É a técnica que usa aplicação de gás carbônico na pele por meio de agulhas bem finas. Após ser injetado, o gás estimula a circulação, dilata os vasos e contribui para a produção de colágeno. Preço: R$ 120, a sessão.

Tratamentos combinados

Eletroporação + Cromo Peel
A eletroporação nada mais é do que um aparelho que emite ondas eletromagnéticas que deixam as células mais permeáveis a determinados compostos químicos. A técnica favorece o surgimento de novas fibras, reparando o tecido lesionado. O cromopeel entra como um complemento. “Trata-se de um peeling com um corante cuja função é deixar as estrias brancas menos aparentes”, explica Orlando Sanches, esteticista e cosmetólogo da Clínica Pos Op, em São Paulo. Preço médio: programa de seis aplicações a R$ 2,6 mil.

Subcisão
Uma agulha grossa com ponta cortante é introduzida ao longo e por baixo das estrias, num movimento de vai-e-vem. O trauma incita o organismo a fabricar colágeno, que preenche a área do tecido degenerado. Um de seus inconvenientes é a possibilidade de ocorrência de manchas rochas. Sem falar que o tratamento é doloroso. Preço: a partir de R$ 489.

Carboxiterapia + Vitamina C + Subcisão + Peeling
Esse mix é indicado para todo tipo de estria, que é descolada com uma agulha fina inserida sob a derme. O objetivo é provocar uma cicatrização e diminuir a espessura da linha. Daí aplica-se a vitamina C e, logo depois, entra em cena a carboxiterapia. “Numa primeira sessão, o procedimento é realizado de um lado do corpo, enquanto o outro é submetido ao peeling. Na sessão seguinte, a aplicação é invertida. Por fim, receita-se um medicamento oral composto de vitamina C, além de um aminoácido que acelera a produção de colágeno e regulariza a formação das estrias”, descreve Mônica Linhares, dermatologista da Clínica Espaço Saúde Rio, no Rio de Janeiro. A combinação pode ser realizada em cinco ou seis sessões, com intervalo de um mês entre cada uma delas. As desvantagens: a pele fica com alguns pontos avermelhados depois das sessões, mas costuma voltar ao normal em cinco dias. É necessário evitar a exposição ao sol nesse período. Também recomenda-se o uso de muito hidratante. Preço: pacote de dez sessões por volta de R$ 1,3 mil.

Peeling de Cristal + Ácido retinóico
É indicado para estrias novas, as de cor avermelhada. Ele é realizado através de uma exfoliação com um gel abrasivo de textura parecida com a da areia. Em seguida, é aplicado ácido retinóico em forma líquida na região para estimular a produção de fibras de colágeno. Para finalizar, coloca-se uma película de filme plástico sobre a área, que fica coberta de quatro a cinco horas. Após esse período, a pele é lavada com água corrente para a remoção do ácido. Recomenda-se o uso de cremes ricos em ácido retinóico em baixa concentração para preservar o resultado. “O tratamento poder ser feito em seis sessões, em média, uma a cada 15 dias”, indica Linhares. As desvantagens: após cada sessão, a pele tende a ficar avermelhada pela ação abrasiva do gel. Mas, depois de dois ou três dias, o aspecto melhora e o tecido começa a descascar, ficando bastante ressecado. Por isso, o uso de hidratante é indispensável. Além disso, ao se expor ao sol, é preciso sempre usar protetor com fator 30. O ideal é fazer em média quatro sessões. Preço: uma sessão a partir de R$ 215.

Estrias: as dúvidas mais comuns

É verdade que as estrias pioram no inverno?
Não tem nada a ver uma coisa com a outra. As estrias aparecem em qualquer época do ano devido ao aumento do volume corporal e de rompimentos das fibras elásticas. E isso pode acontecer em qualquer estação. Tem-se a impressão de que o quadro se agrava no inverno porque, nesse período, a pele tende a ficar mais ressecada.

Beber água evita que as estrias apareçam?
Em parte. Beber muita água não é o principal fator de hidratação da pele, mas sem dúvida nenhuma contribui para a sua saúde. “Recomenda-se tomar pelo menos oito copos do líquido por dia”, aconselha Mônica Linhares, dermatologista da Clínica Espaço Saúde Rio, no Rio de Janeiro. A água forma um colchão protetor para as células, além de constituir todos os tecidos do organismo.

Por que as estrias ficam brancas?
Elas adquirem esse aspecto devido ao processo de cicatrização das fibras rompidas. “De início, as estrias apresentam uma coloração avermelhada, um sinal de que ainda se encontram inflamadas”, explica Luciana Conrado, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia em São Paulo. Com o tempo, se tornam esbranquiçadas.

Adianta iniciar a prevenção somente no terceiro trimestre de gestação?
Não. A prevenção das estrias deve ocorrer desde o início da gravidez. O ideal é redobrar os cuidados a partir do quarto mês. Nessa fase, a barriga costuma ter uma maior variação de crescimento, favorecendo estrias mais largas e profundas. “Em geral, elas aparecem após o sétimo mês, quando o estiramento da pele é maior, e principalmente dias antes do parto, em decorrência das alterações hormonais”, diz a dermatologista Izabel Reck de Mendonça, do Kyron Spa, de São Paulo.

Engordar além da conta agrava o problema?
Sim. Na verdade, o popular efeito sanfona, ou seja, emagrecer e engordar tudo de novo logo em seguida, é o responsável pelo surgimento das temidas estrias – o que causa o rompimento das fibras de colágeno e elastina, dando origem às indesejáveis marcas.

Estratégias antiestrias

 

Hidratar a pele é necessário, sobretudo no caso das gestantes. Os cremes mais indicados são os que contêm proteína de uréia, avelã e uva. Não é à toa: eles permitem que as células absorvam mais água. E o líquido mantém as camadas cutâneas mais profundas da pele bem hidratadas, o que ajuda a prevenir o surgimento das temíveis estrias. Outra arma contra as cicatrizes é o creme à base de silicone, capaz de reter a umidade natural das células. “Pesquisas científicas mostraram menor incidência de estrias em grávidas que usavam hidratantes”, diz a dermatologista Izabel Reck de Mendonça, do Kyron Spa de São Paulo. Mas atenção: esses produtos devem ser indicados pelo seu médico. Isso porque substâncias presentes em sua composição podem prejudicar o feto.

“Além de cremes e hidratantes, as futuras mamães podem apelar para a endermologia, uma técnica francesa que combina drenagem linfática e massagem”, indica Cecília Krauss, dermatologista da Clínica Dancorps, no Rio de Janeiro. Funciona assim: uma máquina aspira e fricciona a pele, procurando estimulá-la. No fim das contas, a endermologia trabalha o tecido subcutâneo e contribui para melhorar a circulação sanguínea. Por isso, o método é mais indicado para combater a celulite, outro problema que costuma dar o ar da graça durante a gestação devido à retenção de líquidos. “Mas, como ajuda a hidratar a pele por meio de cremes que contêm vitamina C, também auxilia na prevenção das estrias”, finaliza Krauss.